O vice-governador para o Sector Político, Social e Económico Angelino Elavoco, enalteceu nesta sexta-feira 05 de Dezembro, o papel das autoridades do poder tradicional como pilares fundamentais para o desenvolvimento social das comunidades, preservação da identidade cultural, promoção da coesão social e construção de uma Angola unida, próspera e moderna.
Falando em representação do Governador da Província do Huambo Pereira Alfredo, na abertura do encontro provincial com as autoridades tradicionais, Angelino Elavoco referiu que existem mais de 3.400 autoridades tradicionais na região, tendo reafirmou igualmente, o compromisso permanente do Executivo local em fortalecer os laços de cooperação com esta instituição ancestral.
O governante reconheceu o excelente trabalho desenvolvido pelas autoridades tradicionais, em estreita coordenação com as estruturas governativas locais, sublinhando que este esforço conjunto é vital para a promoção, organização e exercício da classe e destacou ainda a importância do reforço das relações com a comunidade académica e outros parceiros, com vista à reflexão contínua sobre o papel do poder tradicional na sociedade contemporânea.
Por sua vez, o administrador municipal adjunto para a Área Financeira, Riquelme Chicomo, em representação do Administrador do Huambo, afirmou que a relação com as autoridades tradicionais é boa e recomendável, permitindo a resolução de conflitos comunitários, a preservação de valores e a transmissão de legados às novas gerações.
Já os Soberanos dos Reinos do Huambo e Bailundo, Artur Moço e Tchongolola Tchongonga, valorizaram o evento, considerando-o essencial para reforçar as relações entre o poder tradicional e o Estado, bem como para a definição de metas e discussão de preocupações ligadas aos limites de actuação, poderes, legitimidade de destituição, instituição e entronização de novos soberanos.
Realizado no auditório do Arquivo Histórico Provincial, o evento foi igualmente marcado pela apresentação de temas ligados à legitimidade e sucessão das autoridades tradicionais, ao processo de entronização e destituição, à inclusão do género feminino na liderança das instituições do poder tradicional, bem como à parceria entre o Estado e estas instituições.